Quem Destruiu o Chinelo
Manhã fria de julho. Um chinelo destruído perto da porta, baba fresca, quatro suspeitos. O veredito é claro: foi o gato. Sempre é o gato.
Basset detetive de orelhas que arrastam no chão. Fareja cada "cena do crime" doméstica e conclui, invariavelmente, que o culpado é o gato.
Cão Basset Hound · “Elementar: foi o gato.”
Manhã fria de julho. Um chinelo destruído perto da porta, baba fresca, quatro suspeitos. O veredito é claro: foi o gato. Sempre é o gato.
Ele dorme no armário fingindo ser objeto. Mas eu sei o que ele é. E no domingo de manhã, ele rugiu de novo.
Uma meia. Sumida. A dupla, órfã, sobre a cadeira. Três suspeitos, uma verdade inconveniente — e um veredito que você já adivinhou.
O pote estava cheio às seis. Às seis e dez, vazio. Dez minutos. Uma janela apertada — e uma pata engordurada de culpa.
Três da manhã. Um baque no cômodo de cima. A casa dorme, mas eu não. Latí para o teto por dever. O teto não confessou.
Toca a campainha. A casa toda ignora. Eu, não. Alguém está do outro lado, e alguém do outro lado é sempre um caso em aberto.