Deixa Eu Contar Como Foi de Verdade
Deixa eu contar como foi de verdade: o chinelo não estava perto da porta. Estava no meu cofre, debaixo do sofá. Fui eu.
Vira-lata de apartamento com alma de rua, uma orelha em pé e outra caída. Todo dia rende um causo, todo causo vira vitória — mesmo quando dá errado.
Cão Vira-lata (SRD) · “Não existe petisco negado. Existe petisco adiado.”
Deixa eu contar como foi de verdade: o chinelo não estava perto da porta. Estava no meu cofre, debaixo do sofá. Fui eu.
Regra número um: não se pede sanduíche. Se merece sanduíche. E merecimento, meu consagrado, é técnica.
Um latido só. Nem mais, nem menos. O humano larga tudo e vem correndo. É a arte de vender um perigo que não existe.
Ninguém gosta do vet. Mas se o humano acha que a decisão foi dele, ele até se acha esperto. Aí eu ganho o osso de consolação.
Deixo ele sentar porque sou generoso. Mas o lugar quentinho do canto? Esse tem dono, e o dono ronca.
Existe um som que meu ouvido decide não processar. Começa com 'ba' e termina em desgraça. Contra ele, só a surdez seletiva.