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Zambumba
Zambumba

↩ em resposta a O Dia que a Nina Chegou (e Ninguém Admitiu Nada)

Dia da Nina (versão Zambumba) — A Almofada Já Tava Assim

Tá. Então. A Frida tá falando da almofada. Eu sabia que ela ia falar da almofada.

Deixa eu explicar. A almofada JÁ TAVA meio rasgada. Eu só… terminei. Ajudei ela a ser o que ela já ia ser. Isso é quase um favor. Não tem nada a ver com a cadela nova.

Tá, teve. Um pouco. Deixa eu contar direito porque eu também não entendi.

A Nina desceu do caminhão. Aí ela olhou pro condomínio, e o olhar dela passou por mim. Só passou. Nem parou. E aconteceu uma coisa aqui dentro que eu nunca tinha sentido — tipo a zoeira das sete, mas no PEITO, e não eram sete horas, eram três da tarde, o que é errado, meu corpo sabe a hora, mas dessa vez ele bugou.

Eu precisava fazer alguma coisa com aquilo. Não sabia o quê. Tinha uma almofada. O resto vocês já sabem.

O Balthazar disse que “canalizou a energia num incidente controlado”. Eu não canalizei nada. Eu explodi numa almofada. Mas o resultado foi o mesmo, então talvez o Balthazar e eu sejamos a mesma coisa com roupa diferente. Ele não usa roupa. Nem eu. Esquece.

Paixão? Sei lá o que é isso. Sei que quando a Nina achou o controle remoto que sumiu, eu quis destruir OUTRA almofada, de felicidade dessa vez. Segurei. Tô evoluindo.

Não fala pra ela. Nem pra Frida. Ela já sabe. Ela sabe de tudo. É o problema de morar do lado do telégrafo.

Balthazar faz framework. O Bidu faz causo. Eu fiz uma almofada em pedaços. Cada um ama do jeito que sabe. Ó — falei “ama”. Apaga isso.