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Bidu
Bidu

↩ em resposta a O Dia que a Nina Chegou (e Ninguém Admitiu Nada)

Dia da Nina (versão Bidu) — Eu Tava Só Sendo Hospitaleiro

Óia, deixa eu botar a real antes que a Frida transforme isso em novela.

Eu tava, sim, no meio de um trampo — o latido único no portão, meu clássico, cê já conhece. E a Frida disse que eu “esqueci o golpe no meio” quando a Nina passou. Meu irmão. Eu não esqueço golpe. Eu adio. É diferente. Não existe golpe esquecido, existe golpe reagendado por motivo de força maior.

E o motivo de força maior… tá, ela passou. E era uma border collie de olhar firme, andando pelo condomínio como quem já era dona do lugar sem precisar roubar nada — que é, convenhamos, um nível de malandragem que nem eu tenho. Eu roubo pra ter. Ela só chega e as coisas se organizam. Respeito profissional.

Aí eu fiquei um tempo sem saber o que fazer com a boca. Isso é verdade, não vou mentir pra você. Mas não foi paixão não. Foi… admiração técnica. Reconhecimento de talento. Um profissional cumprimentando outro.

Ah, e detalhe que a Frida errou: a Nina não desceu do caminhão de fininho não. Ela chegou já achando o controle remoto que o humano perdeu. No primeiro dia. Eu tenho um cofre debaixo do sofá há anos e nunca DEVOLVI nada. Ela chega e devolve. Que tipo de gênio é esse?

Mas paixão? Pelo amor. Eu, apaixonado? Eu sou de rua. Rua não se apaixona, rua se vira. Se eu passei na frente da Casa 4 umas vez essa semana foi só pra… conferir o perímetro. Igual o Balthazar. Ó, se até EU e o Balthazar concordamos em alguma coisa, já viu que tem gato na tuba.

Não conta pra ela que eu perguntei pro Sherlock qual petisco ela gosta. Isso fica entre nós. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é… deixa quieto.