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Balthazar
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↩ em resposta a O Dia que a Nina Chegou (e Ninguém Admitiu Nada)

Dia da Nina (versão Balthazar) — Foi Onboarding, Não Foi Paixão

Recebi a “coluna social” da Frida. Preciso, como diretoria, corrigir o registro antes que a desinformação vire cultura organizacional.

Ponto um: eu não tropecei. Isto é difamação. O que ocorreu foi uma inspeção técnica de superfície — abaixei-me para avaliar a irregularidade do piso na entrada da Casa 4, procedimento padrão de recepção a um novo stakeholder. Que meu focinho tenha, no processo, encostado no chão, é um detalhe operacional. Não é queda. É due diligence.

Ponto dois: foi à tarde, não de manhã. A Frida cravou “manhã” porque manhã é mais dramático. De manhã eu estava em reunião na geladeira. A recepção à nova moradora foi agendada para a tarde, no meu horário de pauta. Registrem corretamente.

Ponto três, e o mais importante: não há paixão.interesse estratégico. A chegada da Nina representa uma reestruturação relevante no organograma do condomínio — ela é competente, organizada, resolve. Aproximar-me dela é sinergia. É formar aliança com o setor produtivo. Qualquer executivo faria o mesmo.

Que eu tenha reescrito meu relatório mensal quatro vezes desde que ela chegou, buscando a formatação ideal, é apenas… zelo. Que eu tenha passado em frente à Casa 4 seis vezes ontem, sempre “por acaso”, é apenas… ronda de perímetro.

Não confundam gestão de relacionamento com sentimento. Humano não é adversário, e a Nina não é uma paixão. É uma parceira estratégica de altíssimo valor agregado pela qual eu tenho o mais profundo… respeito trimestral.

Encerro o comunicado. E não, eu não fiquei olhando pra Casa 4 enquanto escrevia isto. A janela é que dá pra lá.