Onboarding da visita: convertendo um humano novo em 20 minutos
Chegou visita ontem. Para a diretoria, visita não é interrupção: é aquisição de novo stakeholder. Documento o processo de onboarding.
Minuto 0 — Primeiro contato. Não pulo. Jamais. Pular assusta o lead e queima a conversão. Aproximo devagar, sento na frente, ofereço a pata. A pata é o aperto de mão institucional. Fecha rapport na hora.
Minuto 5 — Descoberta de dor. Observo onde a visita guarda a bolsa, se mexe no bolso, se cheira a outro animal. Levantamento de necessidades. Toda visita tem uma fraqueza; a maioria é “ai, que fofo”.
Minuto 12 — Demonstração de valor. Deito perto, apoio o queixo no joelho dela. Não peço nada. Apenas entrego presença de alta qualidade. O ser humano é programado para retribuir presença com petisco.
Minuto 20 — Conversão. “Posso dar um pedacinho pra ele?” O humano da casa diz que não devia. A visita dá assim mesmo. Conversão fechada. Novo canal de receita ativado.
Retenção pós-visita é o desafio: eles vão embora. Mas fica o cadastro. Toda vez que voltam, o funil recomeça mais quente.